Cantos(Mp3)

Canto polo bardo de taramancos

Canto polo bardo de Taramancos(video)

Dedicada a Antón Avilés de Taramancos.

Letra:Manolo Pipas

Música:Servando Barreiro

 

Durme, meu neno durme

Pecha ouvidos e olhos

E caminha amodinho

Polos abertos sonhos.

 

Não estaram escuras

Essas novas travessias

Se ainda fica luz

Na tua alma ferida.

 

Sonhos que atoparam

Mundos pequeninhos

Com adultos nenos

E jogos já perdidos.

 

Ceibes torres no ar

Frautas e garamelos

E os cantos caucanos

Aprendidos de um velho.

 

Durme, meu neno durme

Pecha ouvidos e olhos

E caminha amodinho

Polos abertos sonhos.

 

Durme meu neno Antom

Vai lonxe do teu corpo

Caminhando sem rumo

Polos infindos sonhos.

 

canto de esfolhada

Do cd “o son da sega”

Tradicional recolhida em Moinho(Zas)

Arranjos:Servando Barreiro

 

Ai de mim que a perdim, trai la la la

A gracia de cantador, mira, mira maruxinha, mira, mira como venho.

Ai de mim que a perdim, trai la la la

No monte sendo pastor, mira, mira maruxinha, mira, mira como venho.

Venho com umha borracheira, trai la la la

De vinho que não me tenho.

mira, mira maruxinha, mira, mira como venho.

 

Quando eu era rapaz, trai la la la

E andava com o gado, mira, mira maruxinha, mira, mira como venho.

Comia-me a merendinha, trai la la la

Antes de chegar ao prado, mira, mira maruxinha, mira, mira como venho.

Venho com umha borracheira, trai la la la

De vinho que não me tenho.

mira, mira maruxinha, mira, mira como venho.

 

O cantar quer vir de gracia, trai la la la

O bailar quer se aprender, mira, mira maruxinha, mira, mira como venho.

Que lindo regalo é, trai la la la

Todos ofizios saber, mira, mira maruxinha, mira, mira como venho.

Venho com umha borracheira, trai la la la

De vinho que não me tenho.

mira, mira maruxinha, mira, mira como venho.

 

 

Calai-Rosalia

Do cd “dança do lume”.

Letra. Rosalia de Castro

Música.Servando Barreiro

Hai nas ribeiras verdes, hai nas risonhas praias
e nos penedos ásperos do nosso imenso mar,
fadas de estranho nome, de encantos não sabidos,
que só com nós compartem seu plácido folgar.

Hai entre a sombra amante das nossas carvalheiras,
e das cortinhas frescas no vívido esplendor,
e no rumor das fontes, espíritos carinhosos
que só aos que aqui nascerom lhes dam falas de amor.


I hai nas montanhas nossas e nestes nossos céus,
en quanto aqui tem vida, em quanto aqui tem ser,
cores de brilho suave, de trasparência húmida,
de vaguedade incerta, que a nós só da prazer.

Vós, pois, os que nacestes na beira doutros mares,
que vos quentais à chama de vivos lumiares,
e so viver vos cumpre baixo um ardente sol,
calai se n’entendedes encantos destos lares,
qual n’entendendo os vosos, tamém calamos nós.

Dias como sonhos

Do cd “som voltas”

Letra e música: Servando Barreiro

 

Vem-me agora a lembrança, aquele tempo em Compostela,

Caminhando polas ruas nesta cidade de pedra.

Com umhas botas de goma e um guarda-chuva,

Baixo a chuvia que caia, inventava algumha melodia.

 

E aquele batujar algo acompassado,

Bate-que bate nas águas dormidas.

Numha perdida manhã por aqueles anos,

Esses dias não eram dias, senão…sonhos.

 

Mas o tempo passou e ficou a lembrança

Desses dias de chuvia, entre cantos de amor e esperança.

Sonhos fermosos polos que luitar

E umha velha guitarra para os acompanhar.

 

E aquele batujar algo acompassado,

Bate-que bate nas águas dormidas.

Numha perdida manhã por aqueles anos,

Esses dias não eram dias, senão…sonhos.

 

Sabela

Do cd “Som voltas”

Letra: Castelao

Música: Servando Barreiro